A memória da conversa


Uma mensagem pode estar bem escrita e ainda assim chegar no lugar errado.
Foi sobre isso que escrevi nas últimas semanas: a diferença entre trocar de canal e trocar de conversa.
Nos posts, tratei de três questões: por que uma mensagem correta pode soar deslocada, por que proximidade não é sinônimo de informalidade e por que roteiro não precisa tirar a naturalidade de ninguém.
Mas ficou de fora a parte que eu acho mais incômoda.
Quando a conversa se estica por dias e atravessa canais, o contexto deixa de se preservar sozinho.
Numa mesma sala, boa parte do contexto está disponível. Os dois estão ali, e o que foi dito há dois minutos ainda está presente na conversa.
Fora da sala, com intervalos e mudanças de canal, alguém precisa carregar esse contexto de uma etapa para a outra. E isso não acontece por si só.
É por isso que registrar o que o cliente disse deixou de ser burocracia de CRM. Virou condição para a conversa continuar.
Juntei tudo isso em um artigo: "Sua empresa mudou de canal. Mas mudou de conversa?"
São uns seis minutos de leitura, e ele termina com três perguntas para levar à próxima reunião comercial. A terceira é a mais difícil de responder de primeira: onde está a memória das suas conversas?
Segue o link para o artigo:
E se você discorda de alguma parte disso, eu quero ouvir, principalmente de quem vende em ciclo longo, onde essa questão da memória pesa mais.



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