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WhatsApp não é o lugar para uma venda complexa acontecer.

Foto do escritor: Fabrício Delmondes
Fabrício Delmondes
5 de set.
1 min de leitura

WhatsApp não é o lugar para uma venda complexa acontecer. Escuto essa frase há anos. E ela esconde uma confusão que vale desfazer.

A confusão é achar que formalidade e imediatez são coisas opostas.

Formalidade está no jeito de escrever: escolha das palavras, estilo, abreviações, gírias.

Imediatez é outra coisa: o quanto você escreve como quem está ali agora, esperando resposta.

Uma não exclui a outra, e a prova está em qualquer sala de reunião.

Uma negociação de contrato, ao vivo, é imediata e pode ser rigorosamente formal.

Um e-mail mal escrito pode ser informal e distante ao mesmo tempo.

Ou seja: proximidade não tem nada a ver com falta de seriedade.

E quando o WhatsApp entrou de vez nas conversas B2B, não foi a informalidade que ganhou espaço.

Foi a proximidade e a velocidade.

O comprador não está pedindo que você abandone o rigor.

Está pedindo que você esteja alcançável, que responda no ritmo dele e que fale como quem espera uma resposta hoje.

Você pode ser técnico no WhatsApp. Pode ser preciso. Pode discutir cláusula, prazo e escopo.

E uma venda complexa pode passar por tudo isso.

Porque a complexidade da venda não exige distância. Exige conversas bem conduzidas.

O que soa amador nunca é o canal. É a mensagem que chega ali escrita como se ninguém fosse responder.

Na sua operação: até onde o WhatsApp já participa de uma venda complexa?

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