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O que faltava não era mais uma peça. Era o que liga uma à outra.

Foto do escritor: Fabrício Delmondes
Fabrício Delmondes
há 20 minutos
2 min de leitura

Comecei a escrever sobre isso há doze semanas, achando que sabia nomear o problema.


Achei que fosse o canal. Que o comprador tinha mudado de lugar e as empresas continuavam no lugar antigo.


Era verdade. Mas não bastava.


Porque tem muita empresa dentro do WhatsApp do comprador sem nenhuma conversa acontecendo ali.


Então achei que fosse a abertura.


A mensagem que chega sem nada que a ligue àquela empresa, naquele momento.


Peguei oito mensagens de prospecção que recebi e avaliei cada uma com a Régua da Conversa. A média foi 1,8 de 12, e um dos critérios zerou nas oito.


Também era verdade. Também não bastava.


Porque eu já tinha analisado 22 conversas reais, de quatro empresas, e encontrado outra coisa.


Em muitas delas, o interesse já estava demonstrado.


O comprador tinha respondido. Feito perguntas. Dito o que precisava para avançar. Em alguns casos, até indicado quando gostaria de continuar.


E a conversa parou do mesmo jeito.


Não eram apenas contatos para tentar despertar interesse.


Em muitas dessas conversas, o interesse já existia e o comprador tinha feito a parte dele.


O que se perdeu não foi apenas a chance de começar uma conversa. Foi a continuidade de uma conversa que o próprio comprador já tinha ajudado a construir.


Aí pensei que talvez fosse a maneira de responder.


E encontrei algo interessante.


Numa dessas operações, em quatro situações, alguém saiu do roteiro e simplesmente respondeu ao que o comprador tinha pedido.


Ofereceu outro modelo. Reenviou um arquivo. Num caso, só ligou.


Nas quatro, a conversa continuou.


O comportamento necessário já aparecia dentro da própria equipe. Mas ainda não tinha se tornado uma prática consistente.


Então deveria ser registro.


Alguém precisa saber o que foi dito antes para que a próxima mensagem não recomece do zero.


Só que registro, sozinho, também não resolve.


Pode virar apenas mais um campo preenchido no CRM, que ninguém consulta antes de escrever.


Em algum momento dessas doze semanas, parei de procurar qual dessas peças era a resposta.


Nenhuma delas, sozinha, era.


Uma boa abordagem pode abrir a conversa, mas não garante que alguém saiba continuá-la.


Responder ao comprador pode fazer a negociação avançar, mas não garante que o contexto seja preservado na próxima interação.


E registrar tudo no CRM não resolve se ninguém usa esse histórico quando volta a conversar.


Cada uma dessas descobertas explicava uma parte do problema.


Mas nenhuma explicava como fazer tudo isso funcionar junto.


O que faltava não era mais uma peça.


Era o que liga uma à outra.

Na quinta eu mostro onde isso chegou.


 
 
 

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