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Passei anos achando que não dava para construir relação por mensagem

Foto do escritor: Fabrício Delmondes
Fabrício Delmondes
há 11 minutos
2 min de leitura

Passei anos achando que não dava para construir uma relação de verdade por mensagem.



Não era só sobre WhatsApp ou conversa por chat.



Eu pensava praticamente o mesmo sobre qualquer rede social, até mesmo o LinkedIn.



Meu raciocínio, na época, parecia bastante lógico: relação se constrói olho no olho, em reunião, no almoço, em eventos, numa visita.



Mensagem servia para divulgar algo, enviar documento, combinar horário.



A pandemia começou a mudar isso.



Muita coisa que eu achava que só funcionava presencialmente passou a acontecer por uma tela, muitas vezes por mensagem.



Algumas funcionavam melhor do que eu imaginava.



E eu demorei um bom tempo pra perceber que estava confundindo duas coisas:


uma é o canal.


A outra é o jeito de conversar dentro dele.



Eu atribuía à mensagem uma frieza que, muitas vezes, estava na própria forma como a gente escrevia.



E não percebia o que acontecia: assim que eu mudava o canal, passava a escrever de uma forma diferente, naturalmente.



Mensagem genérica.


Frases mais formais.


Textos longos e densos.


Pitch antes da hora.


Pouco contexto.


Pergunta com cara de roteiro.


E foco 100% no meu negócio.



Nos anos seguintes fui observando isso e testando outras formas de iniciar essas conversas.



No último ano ficou claro.



Em alguns projetos, passei a fazer boa parte da prospecção por mensagens, em vários canais e redes sociais.



LinkedIn e WhatsApp, principalmente.



Em média, 8 reuniões a cada três semanas. E com um número muito menor de novas abordagens.



Na grande maioria, falando diretamente com CEOs e diretores de empresas médias e grandes.



E algumas das conversas mais qualificadas que consegui iniciar começaram justamente assim.



Por mensagem.



Não porque mensagem seja melhor que ligação, reunião, evento ou visita.



Mas porque comecei a chegar diferente.



Sempre com muito contexto.



Com algum motivo real para aquela conversa acontecer.



E, principalmente, sem tentar transformar a primeira mensagem em um pitch ou em um pedido de reunião.



Continuo acreditando no olho no olho, na reunião, no almoço e na visita.



O que eu deixei de acreditar é que uma relação só pode começar ali.



Às vezes ela começa com uma mensagem. Desde que do outro lado dela exista alguém conversando com alguém.



E você, o que já precisou desaprender depois de muitos anos trabalhando com vendas?

 
 
 

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